terça-feira, 13 de novembro de 2012

ANYWAY

Enfim tinha acabado. Toda a emoção do encontro, todo o frio na barriga, alegria nos olhares, assimilação de nome, de voz, de cheiro. Da mesma forma que começou, acabou. Não ficaram mágoas, no lugar disso, um desejo de boa sorte. Boa sorte para nós que, agora sim, seguimos em frente deixando no passado a mais complexa e humana história que pudemos viver.
 
Dessa vez, pela primeira em 7 anos, não houve brigas, nem rancor, apenas acabou. Nessa hora os amigos deixaram de ser cupidos e decidiram pela amizade imparcial, respeitaram o momento dos passos não juntos mais caminharem.
 
Pergunto como isso aconteceu, como dessa vez foi tão fácil, porque nas outras tormentas sofremos tanto?
 
A resposta??, ahhh a resposta estava em nós, apenas não podíamos admitir, mas fomos nos perdendo com o tempo, já não ríamos das mesmas piadas, não adivinhávamos os olhares, nem mesmo sentíamos as mesmas vibrações. Tínhamos terminado há algum tempo, só faltava assumir que andar independente era a melhor opção.
 
Não sozinhos, para que tudo tivesse um fluxo perfeito era preciso superar o convívio, e foi naquele momento que entendi que não importava mais onde estivéssemos ou com quem, de alguma forma estaria ouvindo um “boa sorte Fábio”.
 
Boa sorte também Pedro. Nos vemos por aí.

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